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As empresas inovam cada vez mais em seus processos seletivos e a clássica maneira de contratar funcionários com preenchimento de formulários e envio de currículos para serem analisados pelo setor de Recursos Humanos pode ficar ultrapassada. Os novos métodos incluem reallity shows e softwares customizados, que integram totalmente a empresa com o candidato e a ferramenta.
Segundo Sebastião de Oliveira de Campos, consultor empresarial e especialista em dinâmica de grupo, na maior parte das empresas os processos seletivos são feitos de maneira muito precipitada, Somente depois de contratar um profissional de maneira errada ou realizar um processo seletivo sem sucesso, a corporação percebe que perdeu tempo e dinheiro. “Os processos seletivos são feitos sem a devida atenção ao perfil do profissional. É preciso saber se o candidato tem sinergia com a cultura da empresa e se esse aspecto é avaliado de forma adequada, por isso as corporações admitem pela competência técnica e demitem pela incompetência comportamental”, avalia.
A empresa Pollux, inspirada no programa de televisão Aprendiz, desenvolveu um audacioso processo seletivo com o intuito de contratar três colaboradores para formar sua equipe de vendas em São Paulo. A seleção, que tinha por finalidade avaliar os concorrentes da forma mais transparente possível, contou com 250 inscritos. Destes, apenas cem profissionais foram escolhidos para prosseguir no processo seletivo, que envolveu, durante 24 dias, sessões de treinamento em um hotel, dinâmicas de grupo e testes para avaliar conhecimentos e perfil psicológico.
De acordo com o diretor presidente da Pollux - empresa que desenvolve tecnologias para indústrias, com sede em Joinville (SC) - José Rizzo Hahn Fillho, a forma mais ortodoxa de contratar funciona somente em alguns casos. “Vimos que uma parte significativa das pessoas contratadas deixa a desejar a longo prazo. Os motivos do insucesso são vários, vão desde a constatação de que o profissional havia supervalorizado suas competências durante o processo de seleção até a incompatibilidade da pessoa com a cultura da empresa”.
Reportagem retirada do site empreendedor.uol.com.br
Escrita por Raquel Rezende
